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[Opinião] Querida Ijeawele - Como Educar para o Feminismo - Chimamanda Ngozi Adichie

     



         

Título: Querida Ijeawele - Como Educar para o Feminismo

Série: -

Autor: Chimamanda Ngozi Adichie

Data de Leitura: 26/05/2018 ⮞ 27/05/2018

Classificação: ⭐⭐⭐⭐⭐


Sinopse

Quando uma amiga lhe perguntou como devia educar a filha como feminista, Chimamanda Ngozi Adichie respondeu com uma carta: Querida Ijeawele...

Neste texto intimista, a escritora faz 15 sugestões. O seu objetivo? Fortalecer as novas gerações de mulheres e proporcionar-lhes ferramentas para crescerem com um maior sentido de identidade e independência. Da aparência à parentalidade, do casamento à sexualidade e até mesmo à escolha dos brinquedos na infância, a autora explora temas fundamentais e incita as mulheres a desprenderem-se dos velhos mitos. É uma das vozes mais poderosas que se erguem num debate que não é apenas importante - é necessário e urgente.

Querida Ijeawele é um texto curto mas repleto de sabedoria. Um manifesto sobre o feminismo que não é apenas para mulheres. Porque o feminismo não pressupõe a exclusão dos homens. Pressupõe a igualdade de direitos para todos. Com humor, inteligência e compaixão, Chimamanda Ngozi Adichie reflete sobre o que significa ser mulher nos dias de hoje, numa obra que promete ser revolucionária... e que pretende apenas um mundo mais justo.



Minha review no GoodReads


Leiam, e façam parte da mudança.







[Opinião] Meio sol amarelo - Chimamanda Ngozi Adichie

      


Título: Meio sol amarelo

Série: -

Autor: Chimamanda Ngozi Adichie

Data de Leitura: 28/09/2019 ⮞ 18/10/2019

Classificação: ⭐⭐⭐


Sinopse

Com uma elegância apenas ao alcance dos grandes escritores, Chimamanda Ngozi Adichie entrelaça as vidas de cinco personagens inesquecíveis: Ugwu, um humilde criado de treze anos a quem o mundo se desvendará pela mão do seu senhor, Odenigbo, que, na intimidade da sua casa, planeia uma revolução. Este jovem professor universitário mantém uma relação apaixonada e sensual com a bela e mágica Olanna, cuja irmã gémea, Kainene, é alvo do amor desesperado de Richard, um jovem inglês a braços com o seu papel de homem branco em África. Todos eles vão ser forçados a tomar decisões definitivas sobre amor e responsabilidade, passado e presente, nação e família, lealdade e traição. Todos eles vão assistir ao desmoronar da realidade tal como a conheciam devido a uma guerra que tudo transformará irremediavelmente.



Minha review no GoodReads

A República de Biafra foi uma pequena nação africana que apenas existiu durante 31 meses - 30 de Maio de 1967 a 15 de Janeiro de 1970. As ambições separatistas do povo ibo originaram uma guerra civil que virou uma das maiores tragédias humanitárias da história recente da África.
A luta pela independência teve como resultado a morte de mais de 1 milhão de pessoas, a maioria delas vítimas da fome, devido a um bloqueio do governo nigeriano que impediu o acesso de alimentos e medicamentos à região. Em 1970, Biafra acabou reincorporada à Nigéria.

A bandeira da extinta Republica do Biafra era tricolor horizontal: vermelho, negro e verde, na faixa negra um meio sol amarelo brilhando sobre uma barra dourada. O sol tem onze raios, representando as onze províncias constituintes do Biafra.

Meio Sol Amarelo tem como pano de fundo a guerra entre a Nigéria e Biafra. É através das suas personagens que ficamos a conhecer as várias realidades nigerianas, as suas tribos, tradições, hábitos e costumes, pessoas ricas e pobres, boas e más, pessoas solidárias e pessoas que lucram com a guerra.
Olanna, de etnia igbo, cresceu num lar endinheirado, estudou em Inglaterra e resolve mudar-se para o sul do país, Nsukka, e leccionar sociologia na universidade, ao lado de seu companheiro revolucionário Odenigbo.
Ugwu, um rapaz ingénuo e de origem humilde, trabalha como empregado de Odenigbo. Numa casa que recebe a visita de muitos intelectuais e onde ocorrem muitos debates, Ugwu começa a ter uma visão diferente das coisas.
Richard, jornalista inglês, decide ir para a Nigéria para pesquisar o povo ibo e escrever um romance. Apaixona-se por Kainene, irmã gémea de Olanna. É um europeu que se sente cidadão biafrense.

É com estas cinco personagens que acompanhamos as mudanças ocorridas ao longo de uma década, e assistimos a outras temáticas como a miséria, fome e guerra, e também os conflitos familiares, as discórdias e traições.

Achei que faltou profundidade à maioria das personagens, Odenigbo, por exempo, um homem cuja casa é o ponto de encontro entre intelectuais, e onde se discute movimento revolucionário é tido como radical e revolucionário, mas não se parece nada com isso, até é bastante enfadonho.

Com uma escrita bastante directa e muito clara Chimamanda escreve sobre um capítulo terrível da história, mas não são precisas 544 páginas para contar esta história, menos umas 150 e talvez tivesse um impacto diferente.

Aliás, depois de terminar o livro ainda resta uma pequena dúvida: e se retirarmos da narrativa a guerra do Biafra será que estas personagens tinham algum interesse?!

 

[Opinião] Americanah - Chimamanda Ngozi Adichie

 


Título: Americanah 

Série: -

Autor: Chimamanda Ngozi Adichie

Data de Leitura: 10/10/2017 ⮞ 22/10/2017

Classificação: ⭐⭐⭐⭐


Sinopse

Ainda adolescentes, Ifemelu e Obinze apaixonam-se. A Nigéria vive dias sombrios sob o jugo de uma ditadura militar e quem pode abandonar o país fá-lo rapidamente.

Ifemelu, bela e ousada, vai estudar para os Estados Unidos. Para trás, deixa o país, a família e Obinze, a quem chama Teto, um nome que testemunha uma intimidade absoluta e irrepetível.

Obinze, introvertido e meigo, planeava juntar-se-lhe, mas a América do pós-11 de setembro fecha-lhe as portas. Sem nada a perder, ele arrisca uma vida como imigrante ilegal em Londres.

Anos mais tarde, na recém-formada democracia nigeriana, Obinze é um homem rico e poderoso. Nos Estados Unidos, Ifemelu também vingou: é autora de um blogue de culto. Mas há algo que nem a América nem o tempo conseguem apagar. E quando decide regressar à Nigéria, Ifemelu terá de reinventar uma linguagem comum com Obinze e encontrar o seu lugar num país muito diferente do que guardou na memória.


Nome maior da literatura contemporânea, Chimamanda Ngozi Adichie disseca conceitos fundamentais tais como identidade, nacionalidade, raça, diferença, solidão e amor. Americanah parte de uma história de amor para construir um romance de ideias tão universal quanto implacável. Uma incontestada obra-prima.


Minha review no GoodReads

É através da história de amor entre Ifemelu e Obinze que se vai construindo um livro sobre identidade, nacionalidade, raça, diferença, solidão, ambição, amor e as suas complexas interacções na vida real.

É um livro que nos desafia, incomoda, e questiona, mas que nos deixa mais inteligentes. A escrita é simples, moderna, acutilante e acima de tudo provocadora. Subtil e periodicamente Chimamanda vai introduzindo novos assuntos e/ou perspectivas, dá saltos geográficos e faz observações com muito humor.


Mais uma TED talk que vale a pena ver:






[Opinião] We Should All Be Feminists - Chimamanda Ngozi Adichie

 



Título: We Should All Be Feminists

Série: -

Autor: Chimamanda Ngozi Adichie

Data de Leitura: 06/06/2017 ⮞ 06/06/2017

Classificação: ⭐⭐


Sinopse

In this personal, eloquently-argued essay—adapted from her much-admired TEDx talk of the same name—Chimamanda Ngozi Adichie, award-winning author of Americanah, offers readers a unique definition of feminism for the twenty-first century, one rooted in inclusion and awareness. Drawing extensively on her own experiences and her deep understanding of the often masked realities of sexual politics, here is one remarkable author’s exploration of what it means to be a woman now—and an of-the-moment rallying cry for why we should all be feminists.


Minha review no GoodReads


fe·mi·nis·mo

(francês féminisme)

substantivo masculino

Movimento ideológico que preconiza a ampliação legal dos direitos civis e políticos da mulher ou a igualdade dos direitos dela aos do homem.


SEJAMOS TODOS FEMINISTAS