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[Opinião] O Pacto da Água - Abraham Verghese

                                


        


Título: O Pacto da Água

Série: -

Autor: Abraham Verghese

Data de Leitura: 08/05/2026 ⮞ 12/06/2026

Classificação: 


Sinopse

Travancor, Costa do Malabar, 1900. Uma rapariga de doze anos tenta dormir nos braços da mãe. Amanhã deixará a casa onde cresceu para casar com o homem a quem foi prometida. O homem que será o seu marido, o novo senhor da sua vida, é trinta anos mais velho, viúvo, com um filho ainda criança. A jovem noiva vai ao encontro do seu futuro tal como foi decidido por outros, tal como a sua mãe e a mãe da sua mãe o fizeram antes dela.

«O pior dia da vida de uma rapariga é o dia do casamento. Depois, se Deus quiser, as coisas melhoram», dizem-lhe. O viúvo é um bom partido, pois, tal como ela, faz parte da antiquíssima comunidade de cristãos, mas é difícil entender a razão pela qual aceitou uma esposa sem dote, apesar dos rumores que correm de que a sua família é afetada por uma estranha aflição: em cada geração, pelo menos uma pessoa morre afogada. E no que hoje se chama Kerala, a água está em todo o lado, moldando a terra numa teia de lagos e lagoas, acompanhando as existências com o seu canto suave, alimentando-se das monções, ligando tudo no tempo e no espaço. A noiva é acolhida com afeto e, no decurso da sua longa e extraordinária vida, conhece a alegria de um grande amor, sofre a dor de infinitas perdas, assiste a mudanças importantes. A sua família alargar-se-á e retrair-se-á com nascimentos e mortes. Até à chegada de uma neta que receberá o seu nome, estudará medicina e fará uma descoberta chocante.

Evocação luminosa de uma Índia em vias de transformação política e cultural, O Pacto da Água, de Abraham Verghese, «expõe o leitor a uma beleza a que de outra forma não poderia aceder» (The New York Times); um livro-mundo de extraordinário poder que encerra todos os acontecimentos preciosos da experiência humana.


Minha review no GoodReads


Com mais de 700 páginas e eleito um dos livros do ano 2023 pela revista Time, O Pacto da Água marca o regresso do médico e escritor Abraham Verghese.


Esta saga familiar transporta-nos para Kerala, na Costa de Malabar, no sul da Índia, e acompanha três gerações de uma mesma família ao longo do século XX, entre os anos de 1900 e 1977.


Tudo começa com uma rapariga de apenas doze anos, enviada para um casamento arranjado com um homem muito mais velho.


Tem doze anos, e vai-se casar pela manhã. (...)

O dia mais triste da vida de uma rapariga é o dia do seu casamento», diz a mãe.

Depois disso, se Deus quiser, as coisas melhoram.


A partir desse momento, a sua vida transforma-se lentamente até se tornar na matriarca conhecida como Grande Ammachi. Como pano de fundo, há um destino que parece perseguir esta família. Em cada geração, pelo menos uma pessoa morre afogada, como se a água omnipresente naquela região fosse também uma presença inevitável e silenciosa.


Todas as famílias têm segredos, mas nem todos os segredos têm a intenção de enganar.


Há livros que, quando terminamos, não nos deixam apenas satisfeitos com a história, deixam-nos com a impressão de termos vivido ao lado daquelas personagens durante algum tempo. E O Pacto da Água é um desses romances.


Há leituras que não se fazem apenas com os olhos, mas com o corpo todo, como se cada vida ali narrada nos fosse confiada em segredo. É um livro lento, amplo, profundamente humano. E, ainda assim, há nele uma espécie de urgência emocional constante, como se o destino das personagens estivesse sempre prestes a virar-se para um lado irreversível.


A história atravessa gerações, atravessa perdas, atravessa silêncios que pesam mais do que qualquer palavra dita em voz alta. E o mais impressionante é a forma como tudo isto nunca parece apenas “enredo”, sente-se como memória. 


É o pacto da água: estão todos inextricavelmente ligados pelos seus atos de comissão e omissão, e ninguém está sozinho.


Há uma delicadeza na forma como o autor constrói o sofrimento, não o transforma em espectáculo, não o acelera para o tornar mais dramático. Pelo contrário, obriga-nos a ficar nele o tempo necessário para o compreender. E isso torna tudo mais verdadeiro.


Quando se chega ao fim, fica a sensação de que aquelas personagens continuam a existir algures fora do alcance da página, como se o livro tivesse sido apenas a tentativa de lhes dar forma antes que desapareçam de vez. É esse o elo invisível que une quem lê a quem foi escrito.


– As rosas não passariam de irritantes ervas daninhas se as flores não murchassem e morressem. A beleza está em saber que não duram para sempre.


 

Achievement Marathon Reader

[Opinião] Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban - J.K. Rowling

    


               

2026



Título: Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban

Série: Harry Potter #3

Autor: J.K. Rowling

Data de Leitura: 2000-2010

Classificação: ⭐⭐

Data de Re-Leitura: 30/04/2026 ⮞ 06/06/2026

Re-Classificação:


Sinopse

Daquela vez Harry Potter não conseguira conter-se. Quebrara uma das regras principais de Hogwarts - não exercer técnicas de feitiçaria fora dos muros da escola. Mas aquela detestável Tia Marge merecia permanecer umas boas horas suspensa no tecto da sala dos Dursleys, inchada como um balão. Além disso já faltavam poucos dias para recomeçar as aulas. Mas o seu terceiro ano não irá ser fácil. Da prisão de Azkaban fugira o feroz Sirus Black, um dos mais fieis seguidores do assustador Lord Voldemort para o que Harry Potter continuava a ser o alvo favorito. O pior é que o herói de J. K. Rowling começa a suspeitar da existência de um traidor entre os seus próprios amigos... O regresso da personagem fantástica que está a conquistar leitores em todo o mundo numa aventura que te enfeitiçará até à última página.


Minha review no GoodReads

Continua o meu favorito.



[Opinião] Vila Sapo - José Falero

                                


        


Título: Vila Sapo

Série: -

Autor: José Falero

Data de Leitura: 02/06/2026 ⮞ 06/06/2026

Classificação: 


Sinopse

Eis aqui sete histórias escritas com força ímpar e altíssima voltagem literária. Publicado originalmente em 2019, Vila Sapo imediatamente chamou a atenção para José Falero, até então um jovem e desconhecido autor vindo das quebradas de Porto Alegre. Desde aquele momento, o livro apresentou a críticos e leitores um escritor já dotado de uma variada gama de recursos, modulando em cada história a voz das ruas com um refinado registro literário.


Minha review no GoodReads


Vila Sapo é o livro de estreia de José Falero. Segundo o próprio autor, a experiência de Geovani Martins serviu-lhe de incentivo para deixar de ser servente de pedreiro e tentar a carreira literária. Ambos são filhos da favela: Geovani da Rocinha e Falero da Lomba do Pinheiro, um bairro periférico da Zona Leste de Porto Alegre.

O livro reúne sete contos sobre a vida nas vilas (nome dado às favelas no sul do Brasil) e retrata a realidade da periferia da capital gaúcha: pobreza, miséria, violência e falta de oportunidades.


Atotô 5

Encontro de negócios 3

Dignidade-relâmpago 4

Rosa-bebê 5

Aconteceu amor 4 

Episódio do badoque (fisga) 3

Um otário com sorte 3


A linguagem utilizada é a da favela, marcada por gírias e expressões populares. Em alguns momentos, essa oralidade é interrompida por uma linguagem mais formal, criando um contraste interessante. Para quem não está familiarizado com este universo linguístico, a leitura pode tornar-se exigente. E não me refiro apenas às particularidades do falar gaúcho.

Também achei cansativa a presença constante da violência. As histórias apresentam um retrato duro da realidade, mas raramente deixam espaço para a esperança ou para perspectivas de mudança.


Algumas expressões que encontrei:


Nessa época, porco na boca era mentira. Só quando alguém matava alguém, daí beleza; mas não toda hora, que nem é hoje em dia.

Porco na boca, significa polícia militar à entrada do bairro.


Fui na baia e voltei galã. Diretamente do fundão do beco, um dom-juan da vila Sapo, camisa branca no ombro, óculos escuro na cara, boné virado no melão, bermuda caindo, uma vírgula estalando no pé.

Baia é casa

Vírgula estalando no pé, são os ténis da marca Nike


Não ia ter nem blá-blá-blá no radinho. Concha de tonel e cana.

Concha de tonel, são muitas estaladas no ouvido com a mão em concha


Apesar das minhas reservas em relação à violência constante, José Falero demonstra um enorme talento para construir personagens e recriar o ambiente das vilas. A sua escrita tem autenticidade, ritmo e uma forte capacidade de observação, conseguindo transportar-nos para uma realidade que conhece por dentro.

[Opinião] Esse Lugar - Berta Dávila

                            


 
          

Título: Esse Lugar

Série: -

Autor: Berta Dávila

Data de Leitura: 26/05/2026 ⮞ 06/06/2026

Classificação: 


Sinopse

Entre o silêncio e o grito, entre o que se diz e o que se cala, nasce uma história profunda sobre a maternidade sem filtros, aquela que não cabe nos clichés nem nos retratos perfeitos.

Cinco anos depois de se tornar mãe, uma mulher vê-se subitamente diante do dilema de decidir se quer ser mãe novamente. A lembrança ambígua dos primeiros meses do seu filho reflete uma experiência marcada por emoções fortes, mas também por dúvidas e medos, pela culpa e pelo arrependimento, um lugar lamacento onde ela não quer voltar.

A partir do relato das últimas semanas do ano, em que as reuniões familiares se intercalam com acontecimentos inesperados, o romance fala-nos das facetas do amor maternal, da família e da amizade, do luto e dos seus meandros.

Um romance íntimo e luminoso sobre as sombras da maternidade e os laços afetivos que nos sustentam e definem.


Minha review no GoodReads


Esse Lugar é um livro pequeno, mas não leve.


Exige disponibilidade mental. Não por ser difícil, mas porque vive de subtilezas, de emoções contraditórias, silêncios, pensamentos que não se fecham em conclusões óbvias. Um livro cheio de camadas, de temas densos, alguns deles incómodos, que acabam por abrir espaço para discussão sobre assuntos que continuam longe de ser normalizados.


Ficou sempre uma certa distância da narradora, e talvez isso tenha feito com que não o adorasse. Também já estava a tremelicar dos olhos sempre que via escrito “o menino”.


Um bebé demora nove meses a formar-se no útero e a nascer, mas ninguém sabe quanto tempo demora a formar-se e a nascer uma mãe.


Nunca experimentei o amor maternal.


Nunca experimentei o amor maternal, porque não amo o meu filho pelo simples facto de ser mãe dele, mas sim por quem ele é; porque ele não me pertence, pertence ao mundo; porque não o instruo nem o guio, apenas o acompanho, tal como ele me acompanha a mim.

[Opinião] Uma Espia Americana em Lisboa - Madeline Martin

                                 


      

Título: Uma Espia Americana em Lisboa

Série: -

Autor: Madeline Martin

Data de Leitura: 27/05/2026 ⮞ 05/06/2026

Classificação: 


Sinopse

Um romance envolvente inspirado na história verdadeira de espiões bibliotecários a operar em Lisboa durante a Segunda Guerra Mundial.

Ava sempre achou que o seu emprego na Biblioteca do Congresso, em Washington, D. C., lhe traria uma existência pacata e rotineira. Mas uma inesperada proposta do exército norte-americano leva-a até Lisboa com uma missão: fazer-se passar por bibliotecária enquanto trabalha como espia, recolhendo informações secretas para os Estados Unidos. Enquanto isso, na França ocupada, Elaine começa a sua aprendizagem numa tipografia dirigida por membros da Resistência. Era um trabalho geralmente reservado aos homens, mas em tempo de guerra essas regras foram esquecidas.

No entanto, ela sabe que os nazis estão atrás da imprensa e das suas gráficas para silenciá-los. à medida que a batalha na Europa se agrava, Ava e Elaine, separadas por milhares de quilómetros, começam a comunicar através de mensagens codificadas, publicadas em jornais, e descobrem a esperança em tempos de guerra.


Minha review no GoodReads


Parece-me que as únicas informações que existem nos Estados Unidos sobre Portugal durante a Segunda Guerra Mundial se resumem a bibliotecárias americanas bonitas, extremamente competentes e capazes de microfilmar jornais, revistas, panfletos e livros que considerem estar em risco de ser destruídos pelos nazis. Como bónus, falam uma série de línguas, português incluído, e conhecem a história do país melhor do que muitos portugueses.

Há uns tempos li Uma Livraria em Tempos de Guerra , também passado em Lisboa e assente numa premissa muito semelhante. A diferença entre os dois? O primeiro era bom. Este é a versão da Wish.

A história acompanha duas linhas narrativas que, em teoria, tinham tudo para resultar e dar origem a um excelente romance.

Ava trabalha na Biblioteca do Congresso e é enviada para Lisboa para participar num projecto de preservação documental. Hélène/Elaine integra a Resistência francesa e colabora na produção e distribuição de jornais clandestinos.

A história mais interessante é, sem dúvida, a de Elaine. Infelizmente, é também a que parece receber menos atenção. Há ali material para um romance tenso, emocionante e cheio de conflitos. Em vez disso, a autora prefere concentrar-se em Ava, cuja principal ocupação consiste em ser bonita e apaixonar-se por James, um britânico todo enxuto.

O resultado é um livro que nunca explora verdadeiramente o potencial das suas personagens nem do contexto histórico em que se insere.

O epílogo acaba por ser a melhor parte do romance e, muito honestamente, foi ele que salvou uma estrela na classificação final.

Na nota da autora, Madeline Martin refere que esteve em Lisboa em 2021 e que
teve uma guia turística incrível, a Raquel Estevens, (...) não planeou apenas passeios específicos em função do que eu precisava para a minha pesquisa, como também foi sempre muito paciente face a todas as minhas perguntas.

Das três, uma: ou a autora não esteve com atenção, ou a guia turística tinha apenas umas luzes sobre a história da cidade, ou a revisão foi feita num daqueles dias em que ninguém estava particularmente concentrado. Porque há erros que simplesmente não deveriam ter passado.

Por exemplo:

— Praça do Rossio. — Peggy apontou para a zona de calçada ornamentada e para a estátua do rei D. Pedro VI de Portugal no topo de uma alta coluna ao centro.

Portugal nunca teve um D. Pedro VI. Um detalhe menor, dirão alguns. Eu diria que é o tipo de detalhe que se resolve com uma pesquisa de trinta segundos.

Ou este:

Sempre apreciara peixe fresco e marisco e esperava agora poder comê-los em Lisboa, trazidos diretamente das águas cintilantes do rio Tejo para um grelhador.

Porque todos sabemos que Lisboa é mundialmente famosa pelo marisco acabado de sair do Tejo.

Depois temos os clichés habituais. Os lisboetas parecem alimentar-se exclusivamente de sardinhas durante os doze meses do ano e, para sobremesa, só existe pastel de nata. Fiquei surpreendida por ninguém ter passado o livro inteiro a ouvir fado enquanto observava eléctricos amarelos a subir e descer colinas.

No fim de contas, o livro lê-se sem grande esforço, mas fica sempre a sensação de que podia ter sido muito melhor. As duas histórias tinham potencial. O cenário histórico tinha potencial. Até as personagens tinham potencial. O problema é que potencial, por si só, não chega.-

[Opinião] Contos de Tchékhov - Volume II - Anton Tchékhov

                                 


      


Título: Contos de Tchékhov - Volume II

Série: 

Autor: Anton Chekhov

Data de Leitura: 13/03/2026 ⮞ 02/06/2026

Classificação: 


Sinopse

«Tchékhov escrevia livros tristes para pessoas alegres; quero dizer com isto que só um leitor com sentido de humor será capaz de sentir a fundo a tristeza deles. Há escritores que emitem um som intermédio entre o riso abafado e o bocejo — muitos deles, a propósito, são humoristas profissionais. A outros, por exemplo a Dickens, sai uma coisa intermédia da risada e do soluço. Existe também uma variedade horrível de humor utilizada de propósito pelo autor para dar um escape puramente técnico depois de uma tempestuosa cena trágica, mas o truque nada tem a ver com a verdadeira literatura. O humor de Tchékhov é alheio a isso tudo; é um humor puramente tchekhoviano. O mundo, para ele, é cómico e triste ao mesmo tempo, e sem repararmos na sua comicidade não compreenderemos a sua tristeza, porque são inseparáveis.»

Do Prefácio de Vladimir Nabokov


Minha review no GoodReads


Depois de ter adorado o primeiro volume, este segundo acabou por ser uma desilusão relativa. Esperava encontrar mais contos breves, mordazes e cheios de ironia, mas deparei-me sobretudo com narrativas excessivamente longas e pouco envolventes, muitas vezes com finais abruptos. Reconheço o talento de Tchékhov e a qualidade da sua escrita, mas este volume II não é propriamente a minha praia. Ainda assim, houve excepções, nomeadamente Deportados e Iónitch, os contos de que menos desgostei nesta colectânea. Quanto A Senhora do Cãozinho, ficou muito aquém das expectativas!-

[Opinião] Para as Gerações Futuras - Simone Veil

                               


      



Título: Para as Gerações Futuras

Série: -

Autor: Simone Veil

Data de Leitura: 15/05/2026 ⮞ 26/05/2026

Classificação: 


Sinopse

A última grande e importante lição de Veil nunca antes publicada em Portugal.


Para as Gerações Futuras é uma comovente carta deixada aos jovens por Simone Veil, uma das figuras mais importantes da política europeia e uma das suas grandes consciências. Um texto, até agora inédito, criado com base numa palestra que deu aos seus alunos da Rua d’Ulm, em abril de, e que condensa a lucidez e coragem da sua autora, enquanto mulher e sobrevivente do Holocausto, entre tantos outros aspetos que definiram esta que é uma das personalidades mais relevantes do século XX.


Nas suas páginas são evocadas a deportação da sua família, a memória do Holocausto e a urgência da sua transmissão às gerações futuras. A autora reflete sobre o destino das crianças escondidas, a importância da reconciliação e construção europeia e o papel da educação, da juventude e até da ficção na preservação viva das tragédias do passado.


Mais do que um testemunho ou manifesto, este livro é um apelo à responsabilidade, à vigilância democrática e à esperança. Uma mensagem clara e humanista que apela às gerações futuras a enorme importância das memórias na construção de um mundo mais justo e unido.



Minha review no GoodReads


Simone Veil 1927-2017


Sobrevivente do Holocausto | Primeira Mulher a presidir o Parlamento Europeu | Ministra da Saúde no governo Chirac | Mãe da lei que legalizou o aborto em França em 1974 | Icone da luta feminista.



São marcos importantes na minha vida. Posso esquecer muitas coisas, mas não essas datas. Elas permanecem gravadas no mais profundo do meu ser, como a tatuagem do número 78651 na pele do meu braço esquerdo. Para todo o sempre, serão as marcas indeléveis do que vivi.


Simone Veil , em Abril de 2005, falou aos estudantes na École Normale Normale Supérieure, em Paris.

Pela recusa em esquecer. Pelo dever de lembrar.

Vale a pena ler!