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[Opinião] O Punhal do Soberano - Robin Hobb

                                  


    



Título: O Punhal do Soberano

Série: The Farseer Trilogy #2 Part 1

Autor: Robin Hobb

Data de Leitura: 11/05/2026 ⮞ 25/05/2026

Classificação: 


Sinopse

Fitz mal escapou com vida à sua primeira missão como assassino ao serviço do rei. Regressa a Torre do Cervo, enquanto recupera do veneno que o deixou às portas da morte, mas a convalescença é lenta e o rapaz afunda-se na amargura e dor. O seu único refúgio será a Manha, a antiga magia de comunhão com os animais, que deve manter em segredo a todo o custo. Enquanto recupera, o reino dos Seis Ducados atravessa tempos difíceis com os ataques sanguinários dos Navios Vermelhos. A guerra é inevitável e preparam-se frotas de combate para enfrentar o inimigo, mas o rei Sagaz não viverá por muito mais tempo. Sem os talentos de Fitz, o reino poderá não sobreviver. Estará o assassino real à altura das profecias do Bobo que indicam que o rapaz irá mudar o mundo?



Minha review no GoodReads

Two down, thirteen to go!



Depois d’O Aprendiz de Assassino, avancei para O Punhal do Soberano – Parte 1 e já sabia mais ou menos ao que ia. Uma fantasia menos centrada na acção e  mais focada nas personagens, nas emoções e nas relações entre elas e nos jogos de poder dentro da corte. 

É um livro lento, sem dúvida. Há momentos em que sentimos claramente que Robin Hobb está apenas a posicionar as peças para o que aí vem, preparando conflitos e desenvolvimentos futuros mais do que a entregar grandes momentos de impacto imediato. Ainda assim, nunca senti que estivesse desligada da história, muito por causa da escrita envolvente da autora e da forma como consegue tornar estas personagens tão humanas.


Fitz continua a ser uma personagem marcada pelo dever, pela solidão e pela constante sensação de não pertencer verdadeiramente a lado nenhum. Acompanhamos o seu crescimento e o peso cada vez maior das responsabilidades que carrega enquanto homem do Rei, ao mesmo tempo que a corte continua mergulhada em jogos de poder, manipulações e intrigas políticas. Majestoso continua impossível de suportar e toda a tensão dentro de Torre do Cervo começa lentamente a ganhar outra dimensão.


Uma das coisas de que mais gostei neste livro foi, sem dúvida, Olhos-de-Noite. A relação entre ele e Fitz trouxe alguns dos meus momentos favoritos da leitura. Foi impossível não ficar completamente rendida a este lobo — um mimo absoluto — e gostei muito da forma como a Manha voltou a ganhar destaque através desta ligação.


Começamos finalmente a sentir mais directamente a ameaça dos Navios Vermelhos. Há mais tensão, mais perigo e até algumas batalhas, o que ajuda a dar outro ritmo à história. 

No fundo, esta primeira parte parece sobretudo um livro de preparação. Fica a sensação de que o mais importante ainda está para vir, mas também de que todas estas pequenas peças vão acabar por ter um grande peso mais à frente.


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