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[Opinião] As Sete Irmãs: A Irmã da Pérola: A História de CeCe - Lucinda Riley

                                


      



Título: A Irmã da Pérola: A História de CeCe

Série: The Seven Sisters #4

Autor: Lucinda Riley

Data de Leitura: 08/05/2026 ⮞ 19/05/2026

Classificação: ⭐⭐⭐


Sinopse

Se procura uma série envolvente e viciante, na qual a trama familiar é o ponto de partida para momentos épicos em vários lugares e épocas, tem o livro perfeito nas mãos.

Prepare-se para viver amores impossíveis, sonhos sem limites e surpresas impressionantes.

Com pouco mais de 20 anos, CeCe D’Aplièse sentia-se perdida. Agora, depois da morte do pai, o misterioso multimilionário Pa Salt, CeCe está num abismo. Desistiu da faculdade de Belas-Artes e sente-se completamente à deriva ao ver a sua irmã Estrela afastar-se para seguir o amor.

Desesperada, CeCe deixa Inglaterra para descobrir a sua verdadeira história. A única pista que tem? Uma fotogra­fia em preto-e-branco e o nome de uma pioneira que fez das planícies australianas a sua casa há mais de cem anos. CeCe decide, então, procurar refúgio no único sítio que jamais lhe oferecera um vislumbre de si mesma: os maravilhosos areais de Krabi, na Tailândia. No meio da multidão de turistas, há alguém que lhe chama a atenção: o misterioso Ace, um homem igualmente solitário que esconde um segredo.

Assim começa o caminho que levará CeCe até Kitty McBride que, cem anos antes, se mudara para a Austrália e cuja história ­ficará para sempre entrelaçada com a desta riquíssima família. Como poderão duas mulheres, com um século a separá-las, ligar-se pelo poder da criatividade e da superação?


Minha review no GoodReads


O ponto de partida de As Sete Irmãs está na mitologia grega. As Plêiades, filhas de Atlas, eram sete irmãs que acabaram transformadas em estrelas. Lucinda Riley pega neste mito antigo e usa-o como pano de fundo para uma série onde o passado nunca está verdadeiramente encerrado e onde a procura pela origem se transforma numa forma de autoconhecimento.


Neste quarto volume acompanhamos Celeno / CeCe, que, depois de a irmã Astérope / Estrela tomar finalmente as rédeas do seu destino, voa até à Tailândia para se isolar durante algum tempo antes de decidir se vai ou não atrás das suas origens, precisamente no único país que nunca quis visitar.

O tempo passado na Tailândia funciona quase como um interlúdio antes da verdadeira viagem: a Austrália, mais concretamente Broome e Alice Springs.

Tal como nos volumes anteriores, para compreendermos os motivos que levaram CeCe a ser adoptada, viajamos até ao início do século XX e conhecemos Katherine McBride / Kitty, natural de Edimburgo.

Mais uma vez, senti que a história do passado acaba por ser mais interessante do que a do presente. Gostei muito de acompanhar a viagem de Kitty para Adelaide e, mais tarde, para Broome, passando por Alice Springs. A sua vida, os amores e desamores, as perdas, as inevitáveis tragédias — como a do Koombana —, as maldições, como a da pérola rosada, e as vastidões australianas do Never Never, que este tipo de romance parece sempre exigir, acabaram por me prender mais do que a própria jornada da CeCe.


O que mais me interessou neste volume foi a forma como a autora introduziu a cultura aborígene australiana, os costumes da época e, sobretudo, a ligação à arte aborígene. Acabei até por ir pesquisar o artista tantas vezes referido ao longo do livro: Albert Namatjira.


Albert Namatjira - Western Aranda people, Northern Territory
1902 – 1959
Ghost gum, Central Australia
1956 - watercolour on paper
agsa.sa.gov.au


Gostei bastante dos locais escolhidos para esta história. Primeiro a Tailândia, exuberante, quente, cheia de praias e vegetação quase sufocante



depois o deserto australiano, com aquela imensidão seca e esmagadora que parece não ter fim. Dois cenários completamente diferentes, mas que acabam por funcionar muito bem juntos.