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[Opinião] O Deus da Floresta - Liz Moore

                                      




Série: -

Autor: Liz Moore

Data de Leitura: 10/02/2026 ⮞ 19/02/2026

Classificação: 


Sinopse

Há quem diga que foi trágico o que aconteceu à família Van Laar.

Há quem diga que foi merecido.

Que nem sequer agradeceram às pessoas que passaram cinco noites na floresta gelada a tentar encontrar o filho deles.

Há quem diga que houve uma razão para a família ter demorado tanto tempo a pedir ajuda. Que os Van Laar, na verdade, sabiam de antemão o que tinha acontecido ao rapaz.

Agora, quinze anos depois, a filha que nasceu durante o luto acaba de desaparecer na mesma floresta que o irmão.

Há quem diga que os dois desaparecimentos não estão relacionados.

Há quem diga que estão.


Minha review no GoodReads


544 páginas depois…de mistério tem pouco, thriller menos ainda!


O início da história, durante os primeiros 10–15%, é interessante. 

Alguns anos após o desaparecimento do seu irmão, Bear, Barbara Van Laar desaparece no mesmo acampamento de férias onde ele se evaporou sem deixar rasto. A premissa é forte, inquietante e promete um thriller envolvente.


A cama está vazia.

(…)

Oito raparigas. Nove camas. Conta uma vez e volta a contar.

Por fim, quando não consegue adiar mais, deixa que um nome lhe aflore à mente: Barbara.

A cama vazia pertence a Barbara.


No entanto, a partir daí, tudo se dispersa.


As múltiplas linhas temporais, os diversos narradores e o excesso de informação, muitas vezes irrelevante, acabam por diluir a tensão narrativa. Sempre que a história começa a ganhar fôlego, a perspectiva muda, quando regressamos ao fio condutor, o impacto já se perdeu e, por vezes, até a memória do que ficou em suspenso desapareceu.


As personagens pouco ou nada despertam simpatia e/ou empatia. Falta-lhes densidade emocional e, no caso das mulheres, a caracterização tende a incliná-las para a fragilidade, o que se torna particularmente frustrante, já as crianças de 11/12 anos são praticamente todas retratadas como mini-adultos. Além disso, há linhas de investigação que são iniciadas mas não desenvolvidas até ao fim, criando uma sensação de vazio e desarticulação.


E o final… meu Deus. Um tiro de pólvora seca. Depois de mais de quinhentas páginas, esperava-se algo impactante, perturbador ou, pelo menos, satisfatório. Em vez disso, a conclusão revela-se decepcionante e incapaz de justificar a longa construção que a antecede.


Quando comecei estas linhas tinha a intenção de atribuir três estrelas, mas, ao escrever e reflectir sobre a leitura, percebi que não consigo dar mais do que duas.


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