Título: A Corte dos Traidores
Série: The Farseer Trilogy #2 Part 2
Autor: Robin Hobb
Data de Leitura: 10/07/2026 ⮞ 21/07/2026
Classificação: ⭐⭐⭐⭐⭐
Sinopse
Os Seis Ducados estão mais vulneráveis do que nunca. Enquanto o príncipe herdeiro combate os Navios Vermelhos com a sua frota e a força do seu Talento, o rei Sagaz enfraquece a cada dia com uma misteriosa doença e bandos de Forjados dirigem-se para Torre do Cervo matando todos pelo caminho.
Mais uma vez, Fitz é chamado para servir como assassino real. Mas o jovem esconde outro segredo: ninguém pode saber que formou um vínculo com um jovem lobo através da magia proibida da Manha e, se for descoberto, arrisca-se a uma sentença de morte.
Quando o príncipe herdeiro embarca numa perigosa missão para pôr fim à ameaça dos Navios Vermelhos, a corte é entregue nas mãos do príncipe Majestoso que tem os seus próprios planos maquiavélicos para o reino. Cabe ao jovem bastardo proteger o verdadeiro rei numa corte prestes a revelar a face dos traidores num clímax memorável.
Minha review no GoodReads
Three down, twelve to go!
A Corte de Traidores – Parte 2 foi, até agora, o livro de que mais gostei.
Depois de feitas as apresentações das personagens, do Reino dos Seis Ducados, dos Forjadores, do Talento e da Manha, finalmente começamos a entrar nos bastidores da corte. E é aqui que a história começa verdadeiramente a ganhar outra dimensão.
Se os dois primeiros volumes foram sobretudo de construção e preparação, neste senti finalmente que todas essas peças começaram a mexer-se. A corte está cheia de jogos de poder, manipulações e interesses escondidos, e gostei muito da forma como Robin Hobb vai construindo toda essa tensão sem precisar de estar constantemente a recorrer à acção.
Fitz continua a ser o centro de tudo, cada vez mais preso entre o dever, a lealdade e aquilo que realmente quer para a sua vida. A sua posição continua a ser incrivelmente complicada. É necessário para o reino, mas nunca pertence verdadeiramente à corte. E quanto mais responsabilidades lhe são atribuídas, mais difícil parece ser encontrar um lugar que seja realmente seu.
Mas é nos bastidores da corte que este livro brilha. Há sempre qualquer coisa a acontecer, mesmo quando aparentemente nada está a acontecer. Conversas, alianças, desconfianças e pequenas decisões que parecem insignificantes, mas que nos deixam constantemente com a sensação de que há muito mais a acontecer por baixo da superfície.
O interesse foi constante e, tivesse eu mais horas de sono para passar acordada e terminar a leitura mais depressa, tê-lo-ia feito. Mesmo não querendo que acabasse.
Até agora, este foi sem dúvida o meu favorito da trilogia. E, pela primeira vez desde que comecei esta longa viagem de quinze volumes, fiquei com aquela sensação perigosa de que talvez vá mesmo querer continuar imediatamente para o próximo.
